sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Por eles... Por nós.


Imagem aqui.

Iniciativa PT/TMN - Contributo de 0,60 € para o Haiti (AMI, Cruz Vermelha e Médicos do Mundo):

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Façamos do pouco MUITO.
"O uso da imagem durante os séculos XVII e XVIII para orientação das almas rumo a uma existência eterna foi objectivo constante dos mentores da espiritualidade barroca. Instigadora de emoções e devoções, apresentava modelos exemplares do Bem, espelhos de uma existência que se prolongava para lá da finitude humana, reflexos da promessa de vida eterna.

Um conceito que foi generalizado por todo um país em que a ideia de pecado submetia as visões da carne a sinónimos reveladores da efémera e imperfeita condição humana, sendo que a imagem seria assim entendida como o exemplo libertador do Mal. Matéria e espírito eram pensadas como duas entidades que deviam ser ensinadas e guiadas ao encontro do Criador, pela mão de uma Igreja detentora do único código através do qual se acedia à imortalidade original. Corpo e alma tornaram-se assim passíveis de ser simbolizados, à imagem de Cristo humanado pelo Amor ao homem, originando-se uma linguagem detentora de uma nova esperança, inspiradora de um sentimento que não limitava mas sim libertava o ser religioso na sua totalidade, através da imaginação.

Um fenómeno imagético que se alastrou, intimamente ligado ao pensamento de um homem que entendia a sua vida como um apostolado, dedicada ao outro. Pensar o tecto de uma igreja da Covilhã como um microcosmos onde tal se verificou é perceber as formas que o objecto artístico assume para transmitir a sua função; é perceber como uma mensagem que visa a comunicação com uma realidade que transcende é apreendida; é perceber como a imagem oferece ao crente o código que lhe permite abrir a porta para a imortalidade.


Palavras-chave: Barroco; Contra-Reforma; Pintura; Emblema; Schola Cordis."


Pois é... Parece que a coisa anda perto. Glup!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010




domingo, 10 de janeiro de 2010