quarta-feira, 31 de março de 2010

Once upon a time, in a farm far far away

Há tempos, a minha melhor amiga convenceu-me a criar uma página no Facebook. Dizia-me ela, muito fashion, o último grito em redes sociais... Tenho uma no hi5, provavelmente já com teias de aranha. Depois de muito palavreado, lá me deu a volta.

Dou por mim, de vez em quando, a visitar a coisa: às vezes, lá alguém se lembra que quer ser meu "amigo" (embora a todos os conheça pessoalmente), já convidei alguns, alguma troca de palavras, e ainda há dias "reencontrei" um amigo de faculdade, de quem há muito não sabia. Até aqui tudo bem, pois sou suficientemente equilibrada para discernir uma coscuvilhice salutar.

A minha amiga tinha-me falado de uma aplicação, de nome Farmville, na qual passava as horas mortas - e, admitamos, as não-mortas também. Como ela muita gente. A desculpa que me deu foi "É relaxante", mas a verdade é que de relaxante não tem nada, pois não é necessário saber muito de cognição humana para perceber que esses jogos virtuais têm como principal objectivo a adição de quem os utiliza.

Mas nem quero entrar por aí... Angustiante é saber que há pessoas que passam todo o santo dia agarradas àquilo. Entre couves, batatas, cenouras, pimentos, vacas e galinhas, há quem naquilo trabalhe arduamente, certamente com a intenção de erradicar a fome no Mundo. Julgo eu. Não condeno quem tenha esta ideia em mente, mas é muito triste constatar que são pessoas que TRABALHAM! Que têm um emprego! Isso é que é assustador. É que não são os desempregados, como eu, que dedicam o seu precioso tempo a ver crescer algo que nem para comer dá! São indivíduos com horário de trabalho, com tarefas a cumprir que, de cinco em cinco minutos, ora vão regar, ora vão arrancar erva, ora vão deitar milho às galinhas. E ainda mais angustiante é fazer isso todos os dias efectivamente, ver os calos aparecerem nas mãos - não da caneta nem do pincel - e ainda NINGUÉM se ter oferecido a pôr os conhecimentos obtidos via Farmville em prática. Lanço aqui o repto: tenho uns bons hectares de terra para trabalhar, algum mato e silvas para roçar, e alguma erva para arrancar. Usam-se utensílios verdadeiros e força das mãos. Obrigada.

Realmente, este país é uma grande Quinta, atolada de quinteiros.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Manifestem-se!

Volvido algum tempo (bastante...), voltei às lides do pincel.

Gostaria de saber a opinião daqueles que - ainda - não desistiram de me visitar, sobre o que segue abaixo (inacabada, ainda embrião). Leigos, sabichões, whatever. Sejam verdadeiros.

É, para mim, muito importante.



© [2010] Maria Carmo Mendes

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ensinamento do dia


Nunca
, mas nunca, deixar tinta de meses a enfeitar a paleta... Umas horas a raspar até criar calo.


P.S.: Já não é a primeira vez!

terça-feira, 9 de março de 2010

Reflexão


Uma coisa que realmente não existe é aquilo que se dá o nome de Arte. Existem somente artistas.


Heinrich Gombrich.


A Arte é uma Ideia. Eu apenas materializo a ideia. Será que, ao dar a forma à ideia, produzo Arte? Reflicto... Até porque a denominação artista é bem duvidável.