domingo, 17 de abril de 2016

Feedback

Existem cerca de 800 milhões de pessoas com fome no mundo actual.

Com o aumento da população mundial previsto até 2050 para cerca de 9 biliões de habitantes, é urgente uma consciencialização mundial para o desperdício alimentar. Os alimentos que se desperdiçam, desde a produção até ao consumo, nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, dariam actualmente para alimentar mais do dobro da população que é afectada pelo flagelo. Quem já passou fome, sabe que o cérebro gradualmente assume a necessidade de alimento como uma obsessão - mas como isso não atinge os que provavelmente irão ler isto, espero pelo menos que os sensibilize a que, doravante, não consumam e acima de tudo não desperdicem em excesso.
Nós, humanos, conseguimos viver muito bem apenas com o essencial. Houve uma altura da minha vida em que consumia apenas o que a terra dava segundo as épocas, e ainda aqui estou. Enervam-me profundamente, nesta cultura do desperdício, aqueles programas de culinária que só impingem atitudes nada benéficas para um futuro da Humanidade que se pretende longo, num planeta de recursos já esmiuçados. Portanto, se querem que as gerações vindouras - as vossas - AINDA tenham a mesma qualidade de vida que agora vocês, na generalidade, conhecem deixem de "comer com os olhos" e comam sopa.

Consultem as actividades da Feedback no FB - uma organização que pretende mobilizar as gentes para o combate ao desperdício alimentar.

https://www.facebook.com/feedbackorg/?fref=ts

Bom (restos de) domingo.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Unusual Underthings


Trousses de banho dos 70's. There's always a rainbow.

domingo, 10 de abril de 2016

To be or not to be.



O Yorick pensa o mesmo que eu: WTF?

Lição nº 1

"A refugiada"
por Henrique Monteiro, em 10.04.16


Moral:
Numa cultura que vive da imagem e pela imagem, um pirete ao mainstream é sempre a melhor resposta.

Mnemosine in. Facebook out.

Já não posso falar, inclino a cabeça. O rosto do Autodidacta está à beira do meu. Vejo-o sorrir com uma expressão fátua, muito chegado à minha cara, como nos pesadelos. Mastigo a custo um bocado de pão que não me decido a engolir. Os homens. Tenho de amar os homens. Os homens são admiráveis. Sinto vontade de vomitar - e, bruscamente, ela chega. Cá está ela: a Náusea.

Jean-Paul Sartre, A Náusea, Edições Europa-América, p. 154.

Começo com um excerto de um dos livros da minha vida.
Durante 6 anos apartei-me do blogue. Eu, como muitos outros bloggers, rendemo-nos ao imediatismo da sociabilidade oferecida pelo Facebook. De facto, ali é tudo muito imediato e o contacto directo com o outro consegue ser fascinante. Um fascínio que quase nos impele a sermos junkies, a longo prazo. E ninguém, mas ninguém, está psicologicamente protegido da adição. Ninguém.
Toda a estrutura do Facebook assenta num princípio básico e transversal a toda a humanidade: o afecto. Ao que é inevitavelmente associada a necessidade do reconhecimento e o impulso da comparação. O ser humano é um ser, desde a sua génese, intrinsecamente social. A evolução da nossa espécie só se desencadeou porque alguém dos nossos antepassados se apercebeu que seria mais fácil sobreviver se inscrito num grupo, porque aprendemos com o outro e sentimos pelo outro e através do outro. A nossa consciência enquanto indivíduos nasce desta interacção com aqueles que nos são próximos e, em última análise, é através dela que fazemos perdurar a nossa memória.
A noção de "mundo globalizado" trouxe inerente a necessidade de uma nova linguagem dos afectos: embora o princípio básico seja o que acima referi, a globalização trouxe a consciência da dimensão desta "tribo", e paradoxalmente aumentou a necessidade de nos afirmarmos como indivíduos. E a questão que se coloca é: como o fazer?
O Facebook oferece essa possibilidade, recorrendo à criação de grupos virtuais a que apelida de "amigos". A necessidade de afecto é directamente proporcional a esta consciencialização de que existe uma miríade de pessoas no mundo: identificarmo-nos pela comparação com esta tribo global e reconhecermos a nossa identidade num mundo completamente aberto ao outro origina a que a psique se disperse constantemente da noção do si - porque os nossos instintos básicos dizem-nos que temos de nos inscrever na tribo e a tribo tem de nos reconhecer enquanto pessoas com pensamentos e sentimentos únicos. O Facebook funciona entre estes dois pólos, e cativa habilmente os utilizadores através da manipulação das necessidades de afecto, de aceitação e de afirmação individual que nos levam ao encontro do outro, nesta sociedade de massas: "amigos", "pessoas que talvez conheças", "o que é que estás a pensar", "sugestões de amigos", "seguidores".
É fácil perceber que é a necessidade de afecto que nos une enquanto humanidade; mas não é fácil perceber onde estamos, o que somos, o que queremos e para onde vamos. E o Facebook veio deitar por terra a célebre frase do Descartes, Cogito, ergo sum. Em definitivo.

Bom domingo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mnemosine is BACK

... And I am a different person now.

Six years later, I'm back. Definitely.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Raposo



A morte bate-nos à porta quando menos se espera. E a mim atingiu-me bem fundo no meu coração. O meu melhor amigo deixou-me... E a sua doninha sente-se muito triste e só, numa dor em que as lágrimas teimam em não partir. Meu querido e adorado Raposo... Até um dia.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Divagações

Conversa de salão (cabeleireira, convenhamos):

Cabeleireira: "Está com o cabelo fraco..."

Cliente: "Ah, isto é por todo o lado! É por cima e por baixo!"

(Gargalhada geral)

Cliente: "Sim, sim! Isto já é da idade, o pêlo começa a cair! Um dia destes compro uma peruca lá para baixo!"

(Mais gargalhadas gerais)

Cabeleireira: "Então mas veja lá, que agora é moda tirarem tudo..."

Cliente: "Qual moda, qual quê! Eu não gosto, e o meu Manel também não! Diz que fica tudo muito luzidio..."



Pelas gargalhadas que dei, valeu mesmo a pipa de massa que paguei!

sábado, 3 de julho de 2010

Minimal

Voltei aos "velhos tempos".

É salutar, de vez em quando, mudarmos de ares, mas a longo prazo e quando o ruído visual é muito - que era o que se passava com a anterior template do blogue - cansam-se os olhos e a mente. Pouco/bom, é o visual/conteúdo que se quer.

Para quê mais?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pardonne moi.

Perdoem-me todos pelas visitas esporádicas, pelos comentários mal amanhados, pela ausência interminável, por não dizer nada de jeito, por tudo e tudo e tudo. Mas é que ando com umas olheiras de tamanho já considerável, um cansaço já a pairar o limite - daqueles em que as palavras já surgem letra a letra na mente (tipo máquina de escrever, estão a ver...?). E tudo por causa disto:



Ahhhhhhhhh...