
Este ano está gravado na minha memória mais profunda. A minha infância terminou aqui.
Recordo-me de neste dia, há 20 anos atrás, estar de olhos colados à tv, impressionada por imagens de um incêndio que deflagrava na capital, a umas centenas de quilómetros de mim, num local de nome Chiado. O nome não me interessava realmente, o que mais desejava era que aquelas imagens tivessem um fim, pois para mim era como se um todo imaginário infernal tivesse sido materializado... e tão perto.
Volvidos 8 anos, o Chiado tornou-se para mim familiar, uma segunda casa. Nele passei 6 anos entre percursos para as Belas-Artes, conversas com os amigos, a Bertrand, a Brasileira. Ainda vi os Armazéns Grandella e do Chiado escourados. Assisti à sua reconstrução. Estive na inauguração... Mas nada disto, nada do que hoje vejo, me apaga a recordação daquele dia 25 de Agosto, aquela manhã em que o inferno tomou conta da minha memória.
2 comentários:
Olá, olá. Não podia deixar de fazer um comentário (até porque fui obrigado) :).
Gostei de todo o blog até agora.
Mas não podias deixá-lo assim? Está tão bonito. Muitos beijinhos tonta. 2008082523H11 RG.
P.S. Vai mais uma ginja?
(Eu não obriguei ninguém :P)
Ainda bem que foi do agrado... but it must goes on :D!
P.S.2: Agora é a valer: para quando uma ginjinha no Rossio :D?
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