
Já há bastante tempo que projectava este blogue.
O nome do mesmo surgiu quando lia Aby Warburg, historiador de vanguarda na compreensão do papel determinante da Memória - associando-a ao nome de Mnemosine - no percurso criativo do Homem ao longo da História. Facto que sempre me interessou: não apenas entendendo o ser humano como conjunto de memórias ancestrais, mas também como local de assemblage de recordações e fantasmas próprios.
Todos nós nos recordamos, moldamos a consciência quando confrontados com o Outro, quando comunicamos com este. A palavra é, neste processo comunicativo, a mais falsa e incompleta de todas as vias: para além de subverter conteúdos, o conteúdo, não se afirma como plena na materialização do conjunto que é o Eu. Quantas vezes ficamos com a sensação de que muito ficou por dizer?
Desde tempos imemoriais que o homem recorre ao símbolo como meio de comunicação dos mais íntimos anseios. Falo da Imagem. Nesta, o ser humano expressa de forma quase infantil e imaculada o cerne de si mesmo. A sua essência. Nela liberta-se na inconsciência do Si, enquanto ser colectivo e uno.
3 comentários:
Nem que visse esta tela no mais longínquo dos lugares, não teria dúvidas em identificar a autora.
Fico à espera de mais =)
Beijo
P.S.: Yap, é bem gira ;)
gosto muito
um bj
Tó
Agradeço a ambos ;)
Enviar um comentário