sábado, 27 de setembro de 2008

Fim do Tempo

"Nós resistimos a todas as mutações do tempo,
E libertámos as nossas mãos para todas as criações perdidas,
Nós deixámos buracos nos planos melhor construídos,
E registámos todo o olhar interior.

Por todos os mistérios nunca vistos e nunca revelados,
E as memórias, sempre fatigadas e nunca muito reais,
Sim as memórias atiradas ao papel deixam de existir,
Revelar todos os sentimentos verdadeiros é demasiado arriscado.

Nós caminhámos nas estradas que levam a lugar nenhum,
E perdemos todas as intenções na pressa de lá chegar,
De casas em ruínas erguidas em pó e cinzas,
Que assinalavam os sítios dos desastres dos últimos anos.

Por todos os mistérios nunca vistos e nunca revelados,
E as memórias, sempre nebulosas, nunca muito reais,
Sim, as memórias de um futuro que todos partilhavam,
Mas quando a altura chegou, espreitando sobre os nossos ombros,
Ninguém se preocupou."

Ian Curtis [Joy Division], Letras Inéditas: End of Time (1978)
[traduzido]


De novo ausente por tempo indeterminado.
Até breve.

2 comentários:

Anónimo disse...

Até breve!

Pedro disse...

Está gira a letra...

=)