
© [2002] Maria Carmo Mendes
Hoje estou mesmo mãos largas.

A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
4 comentários:
Trata de ser mãos largas mais vezes!
=)
Pode ser? Pleaaaaase!
Hum... Vou pensar no assunto :D!
Conheces bem esta minha tendência natural para ser outra Madre Teresa...
;)
E não quer largar nada para este lado???
Denominei este o ano internacional de "abrir-mão" posso usar a tua arte par ilustrar este acontecimento???
Oh Pequena Lés... Claro que sim :D!
Usa e abusa de mim e das minhas "artes" :P
;)
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