
© [2009] Maria Carmo Mendes
A espera de uma foto que nunca mais chega dá nisto: lá vem o par pressão-frustração de mãos dadas - lalalalalalala.
Também eu vou agora cantar um bocado...

A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
4 comentários:
bonito. um pouco de cor e ficava au point
É melhor não dizer o que me vem à ideia acerca do que isso parece...
Mais um espetacular "rabisco"
:)
obrigada pela mensagem ;)
até sexta-feira
De nada!
Vou ver se até lá consigo pôr um pouco de cor num destes rabiscos: precisamos é de cor na vida, n'est pas :)?
Até sexta!
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