domingo, 15 de março de 2009

Eco



Finalmente meu.

Depois de anos - anos, mesmo - numa procura que roçou o desespero, finalmente uma reedição. Um livro essencial que se encontrava esgotado há demasiado tempo, e para mim uma verdadeira bíblia.

Nutro uma admiração enorme pelo autor, paixão essa que se iniciou com "Arte e Beleza na Estética Medieval", passando pelo "Nome da Rosa", "A Ilha do Dia Antes", "Kant e o Ornitorrinco", e o fabuloso mon preferée "Baudolino", entre todos os outros. Sabe o que escreve e como. Sabe do que fala. Com clareza e espírito sagaz e imaginativo. A "Obra Aberta" demonstra-o mais uma vez: um conjunto de ensaios onde a obra é analisada como criação resultante da dicotomia Caos/Ordem, numa envolvência estética actual que nos permite uma nova definição do mundo, este novo mundo em constante mutação que viaja - como um átomo - entre os contrários.

Mesmo para os leigos, aconselho. Antes que se esgote outra vez.


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