O JARDIM
Há tanto tempo que não me ocupo do jardim
A última vez estava frondoso
A buganvília a tingir-se de vermelho
Trepando O perfume inebriante
E as festas ao cair da tarde
Parece que foram há séculos
Noutra encarnação
Os meus amigos traziam as bebidas
E a jovialidade
O jardim enchia-se de gente
De beijos
Pelos cantos Sôfregos de desejo
Inventávamos planos de rebelião
Sonhos de transmutação
Passávamos horas a inventar
Entre duas carícias
Surgiam ideias puras e inocentes
Como a nossa vontade de tudo abarcar
Era um frenesim constante
Faz-me pena agora
Olhar para ele
Para as suas sebes abandonadas
De ramos retorcidos
Jaz tombada a grande epícea
E uma enorme cratera
Substitui os belos canteiros de outrora
Há tanto tempo que não me ocupo do jardim
A última vez estava frondoso
A buganvília a tingir-se de vermelho
Trepando O perfume inebriante
E as festas ao cair da tarde
Parece que foram há séculos
Noutra encarnação
[Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael]
Faltam 3 dias.
7 comentários:
3 dias para? Se não for indiscrição da minha parte.
:)
Nada de indiscrição...
Para o concerto dos Mão Morta!
;)
P.S.: Não disse para criar suspense à Hitchcock...
E esquecemos tantas e tantas vezes de cuidar do(s) nossos(s) Jardim (ns)...
... Por essa mesma razão escolhi esta letra: porque às vezes perco-me a tratar dos "jardins" dos outros e esqueço-me do meu. E o tempo já não volta atrás.
;)
Ah bom, pensei que era para o fim do Mundo e ninguém me tinha avisado. :)
Mas causa de facto o suspense, mas agora que me lembro...sim, tens um post com as fotos dos "golden tickets". :)
Bem... Os Maias profetizaram o fim do Mundo para 23 de Dezembro de 2012: ficas já avisado :D
Essa dos "golden tickets" lembrou-me logo o "Charlie e a Fábrica de Chocolate" :)
;)
Era essa a ideia. Lembrar o filme. Agora vinha mesmo a calhar um chocolate. Ou mesmo um "chicolate". :)
Obrigado pelo aviso. ;)
Enviar um comentário