domingo, 19 de abril de 2009

Out

Com muito trabalho para fazer, julgo no entanto ser necessário aplicar mais algum tempo neste meu espaço, que ultimamente tem sido abrigo apenas de pensamentos soltos e fugazes.

Escrever: eis o trabalho que tenho de fazer agora. Escrever muito, reflectir muito. Relacionar, encaixar. Tentar abstrair-me do som, do espaço, casar-me com o silêncio, nesta demanda de concretização de um sonho, um dos poucos que tenho reservados para mim.

Indirectamente, em muito me têm ajudado e encorajado os comentários que aqui me deixam, e a leitura dos post's dos blogues já amigos que visito. Mas tenho estado ausente, daqui e de acolá. Às vezes sinto-me perdida, pois quanto mais leio e equaciono, mais chego à conclusão que nada sei. E falar acerca do que hipoteticamente penso saber é tramado... Geram-se apenas ideias soltas ao vento. Quando assim é, por mais que tente formar um discurso lógico não consigo. Dou por mim enrolada numa teia de dúvidas "És capaz?", "Levas isto ao fim?", and so on.

O meu problema - e este já foi mais que analisado, mas sem cura permanente à vista - são as oscilações constantes nos pólos da auto-estima, qual bola saltitona in and out. De tanto procurar saber dou por mim duvidando do que sei afinal. E quando chega a altura de o mostrar ao outro: aí entorno a sopa toda.

Acreditar. Acho que preciso. E conseguir?

13 comentários:

B. disse...

Tenho a certeza que conseguirá!Mesmo não conhecendo o desafio, acredito na sua qualidade, por isso, acredite também!

Maria...ia disse...

:)

Obrigada!

Pois... Esqueci-me de referir qual o desafio. Estes esquecimentos já são apanágio! É a escrita de uma dissertação para obtenção de um grau qualquer. Um sonho que persigo, mas para o qual dei por mim a questionar as capacidades. Até tremo... Estou a começar o segundo capítulo, mas ainda tenho dúvidas no primeiro, e perco-me.
Sempre acreditei nos outros... Mas acho que me esqueci de mim. E estas coisas põem-me questões de mim e para mim que não sei se consigo resolver, e o tempo escasseia. Mas como bem diz: é um desafio. Tenho de o encarar como tal.

;)

João Cacelas disse...

É difícil? Complicado? Trabalhoso? Tens dúvidas de ti e das tuas capacidades? Todos temos. Todos duvidamos de nós próprios. É isso que constitui um bom desafio. Pensarmos que é impossível de alcançar mas ainda assim tentarmos, esforçar-mo-nos e acreditar nas nossas capacidades e "pegar o boi pelos cornos" e no fim de tudo, olhar para trás e ver que conseguimos alcançá-lo. Durante toda a História o Homem teve grandes desafios pela frente e com dedicação e confiança foi conseguindo ultrapassá-los.
E tu, sendo uma pessoa extremamente inteligente, dotada de uma óptima capacidade de escrita irás com certeza alcançar o cume do teu Evereste. Acredita em ti. ;)
Nota: Desculpa lá o discurso a roçar o patriota do filme típico americano. Deve ser da fome. ;)

Maria...ia disse...

Bem, João... Este teu comentário levou-me às lágrimas. Já o li e reli e... Continuo sem palavras.

Com fome ou sem ela... Obrigada!

;)

João Cacelas disse...

É o meu lado de "político idealista" que pouca gente conhece. No Hemiciclo eu só mais para o parvo e brincalhão mas sou mais um bocadinho que isso. Uma das coisas que gostava de ser na vida, além de designer e artista plástico era precisamente ser político. Para tentar fazer melhor do que aqueles que lá andam. Quem sabe? Se um dia, daqui a muitos anos não vai andar para aí um rapazola a fazer montagens e a gozar comigo num blogue? :)
Mas como diria o outro: Atira-te a isso e mostra que és capaz. ;)

1REZ3 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
1REZ3 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
1REZ3 disse...

"É difícil? Complicado? Trabalhoso? Tens dúvidas de ti e das tuas capacidades?"

João,

assim que comecei a ler isto dei comigo a sorrir. Pensei que viesse aí parvoíce. Ajuda espiritual, qualquer coisa como "não negue à partida uma ciência que desconhece" ou algo do género.

Afinal não. Era a sério.
Estiveste muito bem.

1REZ3 disse...

"Às vezes sinto-me perdida, pois quanto mais leio e equaciono, mais chego à conclusão que nada sei".
Se chegas a estas conclusões então eu só posso acreditar que eu nada soube nunca e nunca me encontrei mesmo!

Apesar de tudo, Maria, és a pessoa mais inteligente que conheci (e acredita que, parecendo que não, estou rodeado deles). Se queres ter dúvidas, estás no teu direito. Se o problema é o arranque, é só carregares no acelerador e o resto sabes que é como se estivesses com o piloto automático ligado.

Discurso psicológico da treta, eu sei. Menos a parte da inteligência. Isso não só é sincero como é de alguém que SABE (tendo o valor que tem) o que diz.

Go get them, you tigress :)

Bj.

Maria...ia disse...

Treze,

O teu discurso psicológico da treta encheu-me o ego: nunca me disseste nada disso. Não estarás a exagerar :D?

De "tigreza" tenho pouco... Mas vou tentar dar umas arranhadelas :D!

Beijos e Obrigada!

;)

1REZ3 disse...

Eu sei que nunca disse. Daí ter a esperança que daí surta um maior efeito.
Mais vale tarde que nunca...

De nada.

Bj.

MJR-Escritório Advogados disse...

E é tão bom termos desafios ou nos pré-dispormos a tal... haja ou não um resultado final... o que interessa é que nos compelimos numa obrigação de meios para atingir um determinado fim...o que só por si já é uma grande qualidade e demonstra capacidade!

Bem... quanto às dúvidas... julgo que vamos morrer com elas e quanto mais estudamos um assunto, um tema, parece que as dúvidas crescem... faz parte do conhecimento! É um paradoxo eu sei, mas faz parte!

E agora termino com uma frase cliché em apologia a um homónimo do nosso primeiro (mais que tudo): "Só sei que nada sei."

Bom trabalho e boa concretização.

Maria...ia disse...

Obrigada, Minie!

"Só sei que nada sei" tem sido a frase do momento! A dúvida assola... Há dias em que a coragem falta, mas a roda continua a girar (espero é que no sentido certo :))!

Agora... Ao trabalho :D!

;)