E não estou. Dormi mal. Há duas horas acordada e a precisar de descanso. Já injectei a dose habitual de cafeína no organismo, na esperança de tornar o dia rentável, ou seja, esperando que findo o mesmo chegue a conclusões de jeito (maldita cafeína, mas que no meu caso é um excelente estimulador neuronal).
A esta hora da manhã e já um turbilhão de pensamentos toma conta da mente. Faltam-me palavras para isto, e para tudo o resto. Sempre defensora da ideia da palavra como factor castrante da sensação, agora dou por mim a pagar caro por uma abstracção: para além das palavras terem ido de férias - acompanhando certamente a metade dos portugueses abstencionistas -, as sensações também as acompanharam... De mochila cheia às costas.
Hoje é um daqueles dias em que comparo a mente a uma slot machine, na qual se arriscam os últimos trocos.
3 comentários:
Tenta ver isso como uma fase de posio.
As palavras estão só em repouso e quando voltarem terão uma força ainda mais brutal.
Às vezes temos mesmo de parar, dar (-nos) tempo e espaço. E quando não o fazemos a bem "algo" nos obriga.
E quando somos obrigados é tudo mais doloroso. ;)
Qq coisa continuo por cá.
Bjs
Guinevere,
Bem que precisava destas tuas palavras sábias... Obrigada!
;)
P.S.: Ainda não fiz - nem pensei - nada de jeito...
Oi,
isso está dramático para esses lados, pensaste em qual seria a tua escolha no acto da eleição que agora bloqueaste... ;-)
Por vezes estes tempos mortos fazem com que possamos pensar e aí talvez enveredar por outros caminhos. Faz falta nos abstrairmos de tudo... Aliás na actual conjuntura da minha vida não tenho tempo para isso, mas sinceramente gostaria de ter um dia em que deixasse de pensar o quê, para quê e porquê das coisas... A Marianita ocupa todo o tempo, talvez quando tiver 18 anos, já tenha tempo... ;-) e agora tenho de pensar em fazer malas dia 22 parto para a Tunisia- um sonho quase quase a ser concretizado...
beijinhos,
Ana
Enviar um comentário