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A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
2 comentários:
Estavam a produzir (Wim Wenders) um documentário sobre ela mas agora foi suspenso e não se sabe se vai para a frente ou não.
Confesso que não sou grande fã de dança (e muito menos dançarino) mas aprendi a gostar de algumas coisas, principalmente bailado contemporâneo por influência de uma namorada que tive que era bailarina de ballet (clássico e contemporâneo), mas agora não sigo com muita atenção até porque raramente dá na tv e a minha "carteira de estudante" não me permite ir a muitos espectáculos.
Eu tinha conhecimento desse documentário, mas não sabia que tinha sido suspenso... Mas tem toda a razão de ser.
Não coloquei esta frase por uma especial apreciação do bailado contemporâneo, mas sim pela figura da Pina. Uma pessoa de origens humildes, que aprendeu a "ver o mundo" pelas pessoas que frequentavam o restaurante dos pais. Como exemplo de que o génio, grande parte das vezes, não se herda - facto que erroneamente é muito tido em conta no nosso país, que só os filhos de a, b e c têm direito próprio a almejar algo...
Uma frase ícone de que muitas vezes o que parece, não o é realmente.
;)
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