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William Shakespeare, Hamlet.
A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
4 comentários:
There is something rotten in the kingdom of Portugal...
*thinks*
That's true, Ginger...
Enquanto que a Dinamarca tinha um Hamlet, nós por aqui temos um D. Sebastião que nunca mais aparece...
;)
Muito bem, Hamlet! Mas acho que é demasiado para o mês de Agosto... Experimenta um poema do nosso bardo popular Quim Barreiros!!
Já agora, o blogue Patrimónios mudou de casa. Agora está aqui: http://patrimonius.blogs.sapo.pt.
Yorick
Oh Yorick :D,
Olha que em Agosto o meu cérebro também não pára... :D
;)
P.S.: Novo Patrimonius adicionado e comentado!
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