sábado, 21 de novembro de 2009
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A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
2 comentários:
Confesso que o momento que mais me tocou no concerto foi uma das músicas que ele tocou (mas não foi esta). Fiquei tão arrepiada e emocionada :)
É impossível não ser "tocada" por este homem. Ele tocou esta, a "Sister of Night" e a "Home" - esta última é-me também muito especial. Eu ainda não recuperei... :-)
;)
P.S.: Pena, pena, é ele ter uma namorada loira, com ar de Barbie... :D
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