
Marc Chagall, O Grande Circo, 1968.
A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
6 comentários:
E, vá lá saber-se porquê, fico feliz por te saber feliz. :)
:)
À falta de tempo para pintar... Tenho de me sentir feliz pelo facto de existirem quadros - e pintores - que me preenchem :)
Obrigada, Guinevere :)
;)
É maravilhosa a forma como a arte nos pode tocar e fazer emergir sentimentos. Principalmente quando nos faz sorrir :)
E bom é quando só nos despoleta sentimentos bons... Como é o caso do Chagall. Acho que o propósito da arte deveria ser esse mesmo. Preocupações... As do dia-a-dia são suficientes :)
;)
olá,
pintura!!!!eu bem tento mas n sai nada... agora gosto do Pollock é só deitar tinta e o desenho acontece... A ajudar o Jorge a fazer um trabalho (que já agora sabes onde encontrar informação sobre o expressionismo abstracto?)encontrei o meu idolo, ou aquele que eu tento parecer... Era lindo conseguir expressar-me através de desenhos, talvez gatasse menos o meu latim ;-).
Beijocas e vê se apareces...
Vá lá... Não sejas assim que eu tenho uma obra de arte tua pendurada na parede! E não foi preciso nenhum Pollock ;)
Pois... Eu tenho livros sobre o expressionismo abstracto, mas na net ainda não tive de pesquisar. Existem umas colecções de uma editora chamada Taschen, os livros são bonzinhos e os preços bastante acessíveis. E nada como ter livros de arte em casa!
Mas olha que o Pollock não se limitava a "deitar a tinta"... ;)
Assim que tiver tempo... Vou ver se faço uma visita ;)
Beijo gande ;)
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