segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sem título


Sem título
porque dispensa palavras.

Hoje encontrei um dos meus livros de rascunhos, de tempos idos. Entre páginas escritas e rasuradas, encontrei desenhos, frases, desabafos, escritas e formas das quais já nem me lembrava. Tenho andado com falta de tudo isto ultimamente. De soltar o espírito, de mim e para mim. Tenho pensado em tudo e em nada, em confronto constante com os meus limites.

Podia passar por aqui e comentar um quadro, uma fotografia, um filme, um texto. Mas as palavras deixam sempre espaços vazios, em que o inenarrável toma lugar e forma. Não sei ainda pelo que fui aprisionada, sinto-me como se estivesse momentaneamente suspensa num hiato, deambulando algures por aí: um instante parado no tempo, onde todos vêem o que está na ponta do garfo, parafraseando William Burroughs.

O corpo e o que está lá fora tornam-se, por vezes, verdadeiras prisões.

4 comentários:

Guinevere disse...

Somos a nossa maior prisão Maria.
Somos nós que levantamos as barreiras e os limites (ok, com algumas "preciosas" ajudas de fora).
Mas será que a solução passa por nos contrariarmos e empurrarmos esses limites até ao limite do inimaginável? E isso não nos violentará? Ou deveremos aceitarmo-nos as nós pps e ir fazendo pequenos ajustes?
Eu cá começo a achar que a última hipótese é a mais eficaz, verdadeira e honesta.
bjs

Maria...ia disse...

Guinevere,

Mais uma vez... Tens toda a razão.
Os limites que colocamos a nós próprios são, afinal, a pior castração do ser. Acho que no meu caso são necessários uns grandes ajustes, pois sempre fui demasiado verdadeira e honesta :)

;)

Guinevere disse...

Gosto de gente verdadeira e honesta. Quaisquer que sejam os ajustes que faças não mudes isso.
:)

Ana disse...

Olá linducha...
tenta te abstrair daquilo que não interessa, deitar os problemas para fora... Embora seja complicado fazê-lo, sabemos que a vida não é nenhum mar de rosas e se já sabemos disso, temos de tentar modificar, passando uma borracha sobre o que não interessa, porque nós somos muito melhores que esses fantasmas que nos atormentam...
Se precisares de alguma coisa diz, Beijocas