
Gustave Klimt, As Virgens.
Hoje faço parte dele.
A deusa Mnemosine, personificação da Memória , irmã de Cronos e Oceanos, é a mãe das Musas. Ela é omnisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela sabe tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será. Quando possuídos pelas Musas, o poeta e o artista inspiram-se directamente na ciência de Mnemosine, isto é, no seu conhecimento das origens, dos primórdios, das genealogias. Com efeito, as Musas cantam - ex arkes - (Teogonia, 45, 115) - o aparecimento do mundo, a génese dos deuses, o nascimento da humanidade. O passado assim desvendado é mais que o antecedente do presente: é a sua fonte. Recuando até ele, a rememoração procura, não situar os acontecimentos num quadro temporal, mas atingir o fundo do ser, descobrir o original, a realidade primordial de onde proveio e que permite compreender o devir no seu conjunto.
7 comentários:
E na realidade poderemos determinar com certeza onde perdemos a pureza?
Guardaremos alguma dessa pureza nos caminhos da vida?
Hope so. Senão muitas das coisas correm o risco de perder o sentido.
bj
Essa imagem é simplesmente maravilhosa...
Guinevere,
Tenho a certeza que a arte - a boa arte - nos possibilita o reencontro com a pureza perdida, ou melhor, tantas vezes esquecida. Olhar cada pormenor de um quadro destes lembra-me disso... E remete-me para lá. Surge espontaneamente um retorno... E um sentimento de paz.
;)
Bê,
Este quadro é um encanto... Remete-me para o descanso do útero materno, para uma protecção tantas vezes necessária. E como disse à Guinevere, traz-me paz :)
;)
Adorei a descrição Maria, é isso mesmo ;)
Adoro Klimt e a forma graciosa e colorida como retrata o erotismo, muito bem escolhido o quadro...
Beijinhos
Minie,
Este é um dos quadros do Klimt em que perco tempo e tempo a olhar... E deixo-me estar.
;)
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